quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Lançamento de 'Doces Sonhos'

Estou super ausente aqui do blog e estou sentindo tanta falta!!!
Em breve espero criar coragem de organizar decentemente a minha vida pra poder voltar a escrever, mas por enquanto venho aqui deixar com vocês uma super novidade!
Meu livro finalmente saiu e já está a venda nas mais diversas livrarias (clique aqui para adicionar no Skoob). No Skoob tem a sinopse oficial e logo, logo vocês poderão acompanhar as resenhas pra saber a opinião do pessoal.
A data do lançamento oficial é dia 18 de novembro, na Saraiva Mega Store do Shopping Center Norte, às 19:00. A presença de todos é muito importante pra mim, portanto, quem puder compareça!


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Quem tem medo dos clássicos?

Pintura em livro - Mike Stilkey


Depois de um período de seca (adaptação da vida acadêmica,rs) estava sentindo muita falta do blog, então decidi me disciplinar pra escrever.

Esse tempo em que fiquei sem postar foi bastante produtivo nas leituras e, pensando no que seria legal pra trazer pra cá, me veio à cabeça (novamente) a questão da leitura dos livros clássicos.

Até mesmo entre os acadêmicos do curso de Letras percebo certo receio em se aventurar pelos livros clássicos, pra não dizer preconceito.

Nessa questão penso que é importante respeitar o gosto e a opinião de cada um, afinal de contas o prazer resultante da leitura é um dos maiores trunfos no incentivo por parte dos amantes dos livros, só que este prazer tem como uma de suas fontes a identificação que o leitor tem com o assunto que está lendo, o gosto que ele tem pelo tipo da leitura. É claro que é muito mais fácil lermos algo com o qual já tenhamos familiaridade ou do qual gostamos, mas ás vezes o esforço numa tentativa fora de nossa zona de conforto pode trazer grandes surpresas. E, por outro lado, tentar tipos diferentes de leitura nos abre as portas para novos conhecimentos e melhor discernimento sobre o que nos vai bem ou não. É totalmente permitido não gostar de um autor que o resto do mundo adorou e consagrou como clássico durante anos. As pessoas são diferentes e tem direito a isso. Mas é claro, para ter essa opinião é preciso conhecer do que se está falando.

Os clássicos são livros que foram odiados e injustiçados ou que fizeram sucesso desde o começo, mas para que isso mudasse ou se mantivesse foi necessário que milhares de leitores ao redor do mundo dessem uma chance para a obra. O livro, clássico ou não, precisa ser desbravado, muitas vezes em alguns casos, para que sua essência mostre o rosto para nós. Uma leitura que a princípio nos parece extremamente difícil pode se desenrolar depois de repetida. Um clássico pode se mostrar de fácil compreensão se passarmos a lê-lo de outra forma, de forma menos receosa e mais receptiva.

Como tudo na vida, os Clássicos só precisam de uma chance e um pouco de coragem!

sábado, 30 de julho de 2011

*Arte* A figura de Davi na arte

Profundamente envolvida com a leitura de ‘O Poder da Arte’, de Simon Schama, estudando a vida e obra de Caravaggio, uma passagem me chamou a atenção.

“Nas obras de outros – principalmente do outro Michelangelo -, Davi personifica a união da virtude divina e força heróica (...). E, como na tradição cristã Davi é o maior ancestral de Cristo, sua figura também está associada ao triunfo do bem sobre o mal, da graça redentora sobre a transgressão satânica.”

O Poder da Arte – Simon Schama (pág. 77)

Uma das coisas que mais me fascina na arte é o simbolismo. Existem milhares de possibilidades de significado para um símbolo na arte e desvendá-los é um dos meus grandes passatempos ao observar a arte. Alguns símbolos são universais, outros são subjetivos. Cada artistas representa um mesmo episódio ou personagem, mas a sua maneira e essas milhares de representações próprias são o que enriquecem a arte. A arte é inesgotável, assim como o que ela representa.

A figura de Davi é cativante não só pela explicação que Schama nos dá em seu maravilhoso livro, mas também porque representa para nós a possibilidade da vitória não importando o tamanho do obstáculo ou de quem o enfrenta. A vitória está ao alcance, só depende da arma ou meio usado para obtê-la. Davi nos mostra que, não importa o tamanho do desafio, e sim o tamanho da sua vontade de transpô-lo.

Para ilustrar esses maravilhosos conceitos e comemorar a diversidade na arte, depois de uma pesquisa árdua, descobri muitos artistas e me maravilhei com suas interpretações deste herói. Embora sejam muitos, não consegui me convencer a deixar algum deles de fora, portanto, os Davis são muitos, têm várias faces, vários humores e, assim, também uma infinidade de significados. Apreciem!^^

Obs.: As obras se encontram em ordem aleatória.

Fontes que me ajudaram a escrever e encontrar as obras e artistas:

Schama, Simon – O Poder da Arte – Companhia das Letras

http://www.usp.br/jorusp/arquivo/2006/jusp758/pag1011.htm

http://www.wga.hu/index1.html



'Davi' - Gianlorenzo Bernini

'Davi com a cabeça de Golias' - Michelangelo de Caravaggio

'Davi com a cabeça de Golias' - Giuseppe Cesari

'Davi com a cabeça de Golias' - Guido Reni

'Davi com a cabeça de Golias e dois soldados' - Valentín de Boulogne

'Davi' - Donatello

'Davi' - Michelangelo de Caravaggio

'Davi e Golias' - Ticiano Vecellio

'Davi' - Gianlorenzo Bernini

'Davi matando Golias' - em Saint-Gilles-du-Gard

'Davi Vitorioso' - Mestre italiano desconhecido

'Davi vence Golias' - Gustave Doré

'Davi' - Domenico Ghirlandaio

'Davi' - Donatello

'Davi' - Michelangelo

'Davi' - Girolamo Farabosco

'Davi' - Orazio Gentileschi

'Davi e Golias' - Marcantonio Raimondi

'Davi e Golias' - Michelangelo (detalhe da Capela Sistina)

'Davi com a cabeça de Golias' - Domenico Fetti

'Davi da casa Martelli' - Artista romanesco catalão


'O jovem Davi' - Andrea del Verrocchio

'O triunfo de Davi' - Bartolomeo Manfredi

'O triunfo de Davi' - Nicolas Poussin

'Davi matando Golias' - Peter Paul Rubens

'The youthful David' - Andrea del Castagno

quarta-feira, 27 de julho de 2011

*Arte* Michelangelo de Caravaggio

'O Incrédulo São Tomé' - Michelangelo de Caravaggio

Em tempos da morte precoce de uma cantora com tanto talento como Amy Winehouse me vem à cabeça a reflexão da benção e da maldição que são os dons de cada um. A cantora assim como Caravaggio, era possuidora de um talento ímpar, mas, por falta de controle de seus impulsos destrutivos talvez, assim como o pintor, seus dotes não foram o bastante para que ela encontrasse um caminho saudável em tempo.

'Cabeça de Medusa' - Michelangelo de Caravaggio

Caravaggio abriu um novo veio na arte sacra. Utilizando métodos muitas vezes considerados desrespeitosos (como utilizar uma prostituta para modelo da representação de uma santa), o artista revolucionou a arte de forma aparentemente sutil. Seus quadros com ‘abuso’ com chiaroscuro (manuseio de luzes e sombras extremas) e representação da realidade nua e crua, muitas vezes viceral, parecem saltar do quadro rompendo as barreiras normais entre representação e observador.

'Davi com a cabeça de Golias' - Michelangelo de Caravaggio

O pintor seria no mínimo um paradoxo, já que fez tanto pela arte sacra e era possuidor de um gênio violento e indomável. Sua vida foi cheia de altos e baixos, dividida entre a aclamação e a condenação, com muitas chances de arrependimento e retratação, mas que nunca foram aproveitadas por Caravaggio. Suas obras, embora repletas de beleza e sublimidade são talvez as testemunhas oculares de suas personalidade arredia. O sangue jorrando da cabeça de ‘Medusa’ ou da de Golias, o dedo do incrédulo São Tomé mergulhando profunda e despudoradamente na ferida de Jesus Cristo... Todos são provas da genialidade e violência de Caravaggio.

Me pergunto se suas obras seriam a mesmas se ele houvesse calado dentro de si a ferocidade, e o mesmo sobre Amy caso tivesse decidido por uma vida mais longa...


Bibliografia

Schama, Simon – O Poder da Arte – Companhia das Letras

Gerlings, Charlotte – 100 Grandes Artistas - Cedic

terça-feira, 26 de julho de 2011

*Cinema e Arte* O Sorriso de Monalisa


Título original: (Mona Lisa Smile)

Lançamento: 2003 (EUA)

Direção: Mike Newell

Duração: 125 min

Gênero: Drama

Sinopse

Katharine Watson (Julia Roberts) é uma recém-graduada professora que consegue emprego no conceituado colégio Wellesley, para lecionar aulas de História da Arte. Incomodada com o conservadorismo da sociedade e do próprio colégio em que trabalha, Katharine decide lutar contra estas normas e acaba inspirando suas alunas a enfrentarem os desafios da vida.


Para variar um pouco tanto a coluna de Cinema quanto a de Arte, por que não juntar as duas? Como ainda estou pesquisando artistas sobre os quais escrever na coluna e ando super atarefada tive a idéia de falar sobre filmes maravilhosos que já assisti que falam sobre arte e/ou artistas.

Começando com ‘O Sorriso de Mona Lisa’, um filme com um clima leve para falar de coisas importantíssimas. A professora de História da Arte, Katharine Watson, interpretada por Julia Roberts, realiza seu sonho de ir dar aulas no colégio Wellesley, um renomado colégio para moças. Assim que chega, em seu primeiro dia de aulas, é obrigada a reconhecer que sua visão sobre o colégio e suas alunas era extremamente idealizada.

Em plena década de 50 é difícil para uma mulher visionária que não admite se submeter a regras baseadas na inferioridade e submissão do sexo feminino, cair dentro de uma das instituições que ajudam a preservar essa visão. Katharine então decide revolucionar não só o programa de aulas de sua disciplina, como também a visão de mundo das alunas. A professora lhes mostra como é mundo é muito mais do que jantares no horário certo para o marido e cuidar da educação das crianças, as mulheres têm tanta capacidade quanto os homens de criar, trabalhar e estudar.

Além de uma trilha sonora linda, as reflexões sobre arte e o jeito como a arte pode influenciar e modificar as relações humanas. Destaque especial para a cena em que a Srta. Watson leva suas alunas para admirar um quadro original de Pollock, e a repercussão que o trabalho do artista causa nas alunas.

“Vocês não precisam gostar, apenas admirem”

'Greyed Rainbow' - Jackson Pollock
Pintura que Katharine e suas alunas observam no filme.

A frase é tão simples, mas tão cheia de importante significado! A arte existe para ser adorada ou odiada, mas o essencial é que seja admirada. Cada artista merece ser admirado, observado e precisam de ao menos um minuto de reflexão sobre sua arte, não pelo status de ser um ‘conhecedor de arte’, mas pelo prazer de admirar a beleza que o ser humano é capaz de produzir e compartilhar, mesmo quando essa beleza não salte aos olhos.

Tomemos o exemplo da ‘Mona Lisa’ de Leonardo da Vinci, a despeito de todas as teorias em torno do significado do quadro e do enigma que representa o sorriso da moça retratada... A você, o que diz o sorriso de Mona Lisa?

*Cinema* Meia noite em Paris

Sinopse

Gil (Owen Wilson) sempre idolatrou os grandes escritores americanos e quis ser como eles. A vida lhe levou a trabalhar como roteirista em Hollywood, o que se por um lado fez com que fosse muito bem remunerado, por outro lhe rendeu uma boa dose de frustração. Agora ele está prestes a ir a Paris ao lado de sua noiva, Inez (Rachel McAdams), e dos pais dela, John (Kurt Fuller) e Helen (Mimi Kennedy). John irá à cidade para fechar um grande negócio e não se preocupa nem um pouco em esconder sua desaprovação pelo futuro genro. Estar em Paris faz com que Gil volte a se questionar sobre os rumos de sua vida, desencadeando o velho sonho de se tornar um escritor reconhecido.



“When the little bluebird
Who has never said a word
Starts to sing Spring
When the little bluebell
At the bottom of the dell
Starts to ring Ding dong Ding dong
When the little blue clerk
In the middle of his work
Starts a tune to the moon up above
It is nature that is all
Simply telling us to fall in love

Let’s do it – Cole Porter

Tive o imenso prazer de ir ao cinema e conferir o tão falado novo filme de Woody Allen, ‘Meia-noite em Paris’ e tenho que comentar: Filmes cult então em alta, não é? Mas me pergunto se as pessoas estão valorizando tais filmes por serem bons de verdade ou simplesmente por receberem a tag ‘cult’.

Eu quis assistir porque sou apaixonada por Paris e a França e morro de vontade de conhecer, e também pelos maravilhosos artistas e escritores que são retratados na película. Não posso dizer que sou grande conhecedora dos filmes de Woody Allen, mas saber que o filme foi feito por ele pesou na minha decisão. Não me arrependi de forma alguma e me apaixonei pelo filme!

O personagem principal é um homem comum, escritor de roteiros que escreveu seu primeiro romance e está prestes a se casar. Apaixonado pela década de 20, numa viagem que faz com sua noiva a Paris ele acaba experimentando toda a beleza da época, na pele. Ele de fato faz uma estranha viagem no tempo e vai parar na década de 20 em Paris. Encontra escritores e artistas importantíssimos como Hemingway, F. Scott Fitzgerald, Picasso e Dali. Mesmo sabendo da loucura e impossibilidade de tudo aquilo, o protagonista entra de cabeça nesse mundo com o qual apenas sonhara e se sente em casa.

Em alguns momentos é preciso conhecer um pouco sobre arte e literatura para entender a sutileza das situações em que ele encontra grandes personalidade dessas áreas, mas acredito que o que há de melhor no filme é a capacidade de entretenimento de qualidade aliado as lições que podemos transportar para a vida real. Em certo momento, apesar de adorar conhecer seus ídolos, o personagem começa a se questionar sobre o saudosismo ilimitado e aonde isso o pode levar.

Filme válido para questionar analisar e se dar bem com o passado, o presente e o futuro!


*Resenha* A Pirâmide Vermelha - Rick Riordan

Sinopse

Desde a morte de sua mãe, Carter e Sadie viveram perto de estranhos. Enquanto Sadie viveu com os avós, em Londres, seu irmão viajava pelo mundo com seu pai, o egiptólogo brilhante, Dr. Julius Kane.

Uma noite, o Dr. Kane traz os irmãos juntos para uma experiência de “pesquisa” no Museu Britânico, onde ele espera para acertar as coisas para sua família. Ao contrário, ele liberta o deus egípcio Set, que expulsa-lo ao esquecimento e forças das crianças a fugir para salvar suas vidas.

Logo, Sadie e Carter descobre que os deuses do Egito estão acordando e, o pior deles – Set – tem a sua visão sobre o Kanes. Para detê-lo, os irmãos embarcam em uma perigosa viagem em todo o mundo – uma busca que traz os cada vez mais perto da verdade sobre sua família e seus vínculos com uma ordem secreta que existiu desde o tempo dos faraós.


Depois de ver tantos livros sobre o mesmo tema: vampiros, anjos e mesmo deuses gregos (tema desencadeado pela série de sucesso de Rick Riordan, Percy Jackson e os Olimpianos) é um alívio ler uma obra infanto-juvenil com um tema diferente.

Sou fã declarada da série Percy Jackson e de Rick Riordan, portanto comecei a ler ‘A Pirâmide Vermelha’ cheia de expectativa e não me decepcionei. Gosto de trazer aqui pro blog livros que realmente tragam bom conteúdo e acrescentem algo de bom para o leitor, não importando o tema ou o público para o qual o livro se dirige. Muitas pessoas não se dispõem a ler literatura infanto-juvenil por acharem que as histórias são tolas e rasas. Grande besteira! Muitos livros para o público mais jovem tem qualidade impressionante e têm o dom de ultrapassar seu público-alvo. Os livros de Rick Riordan são um ótimo exemplo desse fenômeno.

Carter e Sadie são dois irmãos que foram separados quando pequenos, Carter ficou com o pai, Julius, e Sadie com os avós maternos, que não se davam muito bem com seus pais. Por tal motivo, Sadie só vê o pai e o irmão duas vezes por ano. Em sua visita mais recente, no dia de Natal, Julius leva os dois filhos para uma pequena visita ao Museu Britânico para dar uma olhadinha na pedra de Roseta, artefato de extrema importância para a compreensão do passado do Egito. Mas essa visita não acontece de forma tranqüila, e os incidentes por ela gerados, levam os irmãos Kane, Carter e Sadie, a se unirem para lutar contra um terrível deus egípcio, Set, que tem planos de destruir e dominar o continente americano.

Além de uma narração bem construída e dinâmica, Rick Riordan nos dá uma verdadeira aula sobre os costumes e crenças do Egito Antigo, sem que a gente sequer perceba. Através das descobertas dos protagonistas, dos fatos engraçados e perigosos que os dois enfrentam, o autor vai desenredando a antiga rede da mitologia egípcia e as maravilhosas histórias imaginadas por esse povo.

Recomendo qualquer leitura de Rick Riordan para quem deseja relaxar, de divertir e aprender, tudo ao mesmo tempo!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

*Arte* Dicas de Livros

Essa semana tem sido muito corrida por isso não tive tempo de pesquisar nenhum artista para escrever na coluna de arte, então decidi fazer um post para indicar bons livros para quem deseja aprender um pouco mais sobre arte.
Aqui vai uma lista dos meus livros preferidos.


Uma lição de Anatomia na Capela Sistina


Gilson Barreto, cirurgião com profundos conhecimentos de anatomia e amante das artes, descobriu um código oculto nos afrescos do teto da Capela Sistina, e esse livro é o resultado de sua descoberta. A minuciosa pesquisa que Gilson desenvolveu com a ajuda de Marcelo G. de Oliveira traz informações inéditas sobre os conhecimentos de anatomia humana de Michelangelo e revela as peças anatômicas que ele deixou escondidas nas suas pinturas.







Para Entender a Arte

Reproduções de 45 dos mais importantes quadros da história da pintura, com detalhes ampliados e comentários sobre a técnica, as idéias estéticas e o contexto histórico e cultural dos artistas. Para você desfrutar de cada obra, com a inteligência e a emoção.














A História da Arte

Entre as dezenas de estudiosos que se lançaram à aventura de contar a História da Arte, o austríaco Ernst Gombrich é o único que o fez sem deixar-se contaminar pelos entediantes impasses teóricos e conceituais que dominam as discussões sobre a produção artística desde 1950.












O Poder da Arte

Em 'O poder da arte', Simon Schama escolhe oito momentos tensos da busca pela verdade do Renascimento. Cada capítulo, recheado de ilustrações coloridas, narra uma virada crítica na carreira de um grande nome da história da arte - Caravaggio, Bernini, David, Rembrandt, Turner, Van Gogh, Picasso e Rothko. São passagens históricas em que os meios plásticos deixaram a beleza em segundo plano e embarcaram em processos que mudaram o modo de entender a pintura e a escultura. Não se trata de um compêndio tradicional sobre história da arte. O autor não nos conta as minúcias técnicas de cada artista, mas apresenta momentos em que eles foram obrigados a reformular ou recrudescer suas concepções de trabalho. Com uma prosa épica e até teatral, Schama fala do drama da criação, dos momentos em que o artista, sob enorme pressão, empreende um trabalho extremamente ambicioso, no qual se incorporam suas crenças mais profundas.





A história da arte

Da pintura de Giotto até os dias de hoje



A História da Arte leva você a uma jornada do Alto Renascimento na Itália até as obras dos artistas de hoje. Organizado dentro de uma estrutura histórica, esta é uma síntese ilustrada dos movimentos na pintura ocidental junto com as vidas e épocas de muitos dos pintores mais influentes.


*Filosofia* O desenvolvimento moral e o livro Tempo de Matar de John Grishan

Cena do filme Tempo de Matar


O professor americano Lawrence Kohlberg desenvolveu um trabalho extremamente interessante sobre o desenvolvimento moral. Em outro post sobre Filosofia eu falei sobre a diferença entre a moral e a ética, portanto vou pular essa explicação para falar sobre a teoria de desenvolvimento moral de Kohlberg. Ele identificou 6 estágios de desenvolvimento da moral divididos em 3 níveis: moralidade pré-convencional (nível pré-moral), moralidade convencional e moralidade pós-convencional. De forma superficial, no primeiro nível os valores morais são sujeitos a obediência a uma autoridade externa; no segundo, deve-se cumprir as leis, manter a ordem e fazer o que se espera de nós, no terceiro, esse valores morais são aceitos conscientemente, onde os padrões morais são criados pela sociedade, mas não são absolutos, ou são definidos pela consciência de cada, são autônomos.

Kohlberg passou 20 anos desenvolvendo essa teoria, estudando pessoas de diferentes faixas etárias e lugares. Ele apresentou dilemas morais como o caso Heinz, onde um homem assaltou uma farmácia que produzia um remédio que sua esposa, vítima de um tipo raro de câncer, necessitava mas que estava fora de suas possibilidades financeiras (e o farmacêutico inventor do remédio se recusou a vende-lo por um preço inferior); a partir desses dilemas ele inquiriu os pesquisados se Heinz deveria ter feito ou não o que fez e porquê. O importante não eram as respostas dadas, mas sim as justificativas para essa reposta.

Depois dessa breve (longa) introdução eu proponho a reflexão sobre a moral e tudo o que ela implica, levando em conta os estudos de Kohlberg, no livro Tempo de Matar de John Grishan (veja a resenha aqui). Grishan nos propõe um dilema que é um prato cheio para a reflexão sobre a moral, reflexão essa que percorre todo o livro. O advogado de defesa recebe a missão quase impossível de livrar seu cliente da pena de morte por ter atirado e matado nos dois estupradores e espancadores de sua filha de apenas 10 anos. Por si só o dilema é intrigante, mas há ainda a questão racial dos Estados Unidos, pois a garota e o pai são negros e os estupradores brancos.

Numa situação como essa existem sempre quem é contra e a favor de ‘fazer justiça com as próprias mãos’, com os argumentos de que é preciso se defender quando a justiça não o faz ou que se todos decidirem fazer o mesmo a sociedade entrará num colapso anárquico. Ao meu ver, todos esses argumentos são válidos, mas, como Kohlberg propõe, devemos procurar desenvolver nossa moral e analisarmos dilemas como esse de forma mais profunda, de acordo com as circunstâncias e não somente com juízos pré-concebidos e opiniões universais. É preciso ‘ascender’ aos estágios mais avançados da moral e enxergar que a leis são criadas para manter a sociedade longe do caos e para propiciar justiça a todos os seus membros, ninguém deve se considerar acima delas, mas essas leis não absolutas, então devem ser vistas e revistas a cada caso e modificadas caso todos concordem para que a justiça aplicada de fato seja eficaz e válida.

Em uma análise pessoal, acredito que eu seria incapaz de condenar um pai que agiu dessa forma mesmo que ele não se encaixasse nos padrões de legalmente insano, como o autor trabalha no livro. Claro que seus atos são passíveis de punição, mas será que sua punição não foi recebida ao passar pelo processo de ser julgado por toda a sociedade e saber que, não importa o que ele fizesse, o que aconteceu a sua filha, o crime brutal cometido contra ela, é irreversível?

Fica aí uma questão para reflexão.^^



Bibliografia

Guimarães Barros, Célia Silva – Pontos de Psicologia do Desenvolvimento – Ática, 1993. Capítulo 12 – Desenvolvimento Moral: Os Estudos de Kohlberg.

Grishan, John – Tempo de Matar – Rocco, 2008.

Filmografia

Tempo de Matar (A time to kill), 1996 – Direção: Joel Schumacher

segunda-feira, 27 de junho de 2011

*Divulgação* Book Trailer de Doces Sonhos


Meu livro está perto de ser lançado, a previsão é para Julho, mas podem ocorrer atrasos.
Enfim, para que os leitores possam conhecer melhor a obra eu fiz um booktrailer, um vídeo que fala um pouco a respeito do livro.
Espero que gostem!


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domingo, 26 de junho de 2011

*Arte* Raquel Taraborelli

A artista Raquel Taraborelli em seu jardim

Analisando a arte contemporânea, tenho sentido falta de artistas que lembrem os clássicos, que realmente façam algo além da muito subjetiva arte abstrata, que de fato saibam pintar além de rabiscos e formas geométricas. Nada contra a arte atual ou pós-moderna como alguns se referem, mas acredito que boa parte das obras de hoje contribuem para banalizar a arte. Não pretendo enaltecer a concepção de uma arte elitista e esnobe, mas ainda acredito que exista uma linha entre o que é arte e o que não é, se tudo, absolutamente tudo for considerado arte, nada mais vai ser. Mas essa é a minha opinião, enfim, fiz esses comentários para apresentar uma artista que minha mãe, sendo uma admiradora de Monet, descobriu numa reportagem de TV e me pediu para pesquisar na internet.


'Primavera no meu jardim'(2008) - Raquel Taraborelli

Raquel Taraborelli nasceu em Avaré e hoje mora e trabalha em Votorantin-SP. Lá ela tem uma casa charmosa de estilo toscano onde cria sua arte. Foi engenheira e a pintura era apenas seu hobby, que depois ela acabou transformando em trabalho. Ela se inspira na natureza e nos impressionistas, principalmente Claude Monet.

'Caminho colorido de azaleias' - Raquel Taraborelli

Suas pinceladas são impressionantes mostram a natureza de forma tão própria e ao mesmo tempo tão real que nos transportam para os lugares retratados, numa atmosfera confortável e alegre. Me apaixonei pelo seu trabalho assim que o conheci!

'Outono' - Raquel Taraborelli

Até dia 3 de julho ocorre na Galeria Um lugar ao Sol em Curitiba a exposição ‘A Arte Impressionista de Raquel Taraborelli’. Espero que em breve haja uma exposição aqui em São Paulo pois morro de vontade de apreciar seu trabalho de perto.

Fonte:

http://www.r-taraborelli.com/portugues/artista.asp?Cate=0&sec=x

sábado, 25 de junho de 2011

*Resenha* Tempo de Matar - John Grishan

Sinopse

Dois homens brancos espancam e violentam impiedosamente uma menina negra de dez anos, numa pequena cidade ao sul dos Estados Unidos. A população da cidade - Clanton, no Mississipi -, apesar da significativa maioria branca, reage com choque e horror ao crime desumano. Mas o drama da menina Tonya e de sua família não pára por aí. Ele ganha dimensão nacional a partir do momento em que o pai da menina consegue um fuzil emprestado, relembra seus tempos no Vietnã e mata os estupradores. A opinião pública se divide e o jovem advogado, Jack Brigance, que assume a defesa, terá que enfrentar toda sorte de perseguições, principalmente por parte da violenta Ku Klux Klan. Título original: A time to kill.



John Grishan pra mim é um daqueles autores do qual você ouve falar muito, nada de bom ou ruim, ele apenas é comentado, mas você nunca realmente se interessou em lê-lo. Eu conheci a história de ‘Tempo de Matar’ primeiro através do filme, estrelado por Samuel L. Jackson, Matthew McConaughey e Sandra Bullock. O filme me prendeu e me conquistou de primeira e como acontece sempre que descubro que um filme foi baseado num livro, decidi na hora que precisaria ler. E qual não foi a minha surpresa ao descobrir que o autor do livro era John Grishan? E fiquei mais surpresa ao ler o prefácio escrito pelo autor dizendo que este fora seu primeiro livro. Fiquei intrigadíssima!

Bem, vamos às conclusões da leitura. O livro é maravilhoso e cheguei a conclusão que Jonh Grishan pode vir a ser um dos meus autores favoritos. Ele escolheu uma temática bem delicada e polêmica (o estupro ligado às questões raciais nos EUA) e mostrou que não tem medo de temas como esse e não tem medo de construir suas histórias e personagens e acabar afrontando e contrariando a opinião da maioria, o que é uma característica que pode vir a ser irritante em alguns momentos da leitura, mas, sob a luz certa, isso revela força na escrita e na personalidade do escritor. Ás vezes é difícil dar uma chance a um autor sobre o qual não se sabe muito, mas considero importante ‘correr o risco’ sempre, pois existe muita qualidade no mundo literário hoje em dia que permanece na obscuridade. Grishan, acredito que por ser seu primeiro livro, é um tanto prolixo e se demora demais e coisas insignificantes, mas isso não tira a qualidade da obra de forma alguma.

O que mais me cativou na história, desde que assisti ao filme, foi a questão ética. Até onde Carle Lee Hailey tinha razão e o direito de defender sua filha? Um crime hediondo é remediável por outro crime hediondo? Mil conclusões, pensamentos e opiniões surgem desses questionamentos, outro ponto forte para avaliar a qualidade da escrita e do autor. Nenhum é totalmente dispensável ou inútil, mas uma boa obra literária deve mover o leitor e despertar questionamentos e mesmo incômodo, para que a leitura surta o efeito ideal de mover pessoas e o mundo.

Em breve abordarei este livro de forma mais profunda, associando-o à teoria da moral do professor americano Lawrence Kohlberg na coluna de Filosofia, de forma simples e leiga, mas vale a pena conferir!^^

sexta-feira, 24 de junho de 2011

*Música* Carmen Miranda


Ainda ontem escutei meu pai e meus tios dizendo que hoje em dia não se faz mais música boa. Eu discordo, cada época tem seus altos e baixos e o que podemos fazer se há gerações que preferem muito mais os 'baixos'? Enfim, não é nesse mérito que quero entrar, afinal gosto não se discute, mas qualidade sim. Eu reconheço e gosto de muitas músicas e artistas de diversos estilos da música atual, mas também valorizo os que vieram antes, as fontes, as inspirações, e recentemente, tenho descoberto, como visto no último post sobre música, cantoras esplêndidas de outras décadas.

Carmen Miranda é uma personalidade daquelas que desperta desprezo extremo ou devoção apaixonada. Em mim, encontrou uma fã mais do que apaixonada, mas fascinada. Carmen gera muita controvérsia por ser considerada a brasileira mais famosa do século XX, a controvérsia vem do fato de ela não ser realmente brasileira, veio de Portugal para o Brasil com os pais aos poucos meses de idade. Discussões sobre nacionalidade a parte, Carmen Miranda exibiu o que o Brasil tinha de melhor com devoção e verdadeira paixão pelo nosso país. Embora tenham ocorrido alguns problemas em sua estada nos Estados Unidos, onde ela foi obrigada a encenar em filmes e interpretar músicas que passavam idéias totalmente errôneas sobre o Brasil, o velho negócio de acharem que a capital do Brasil é Buenos Aires e etc.

Carmen, a Pequena Notável, lançou moda, lançou o Brasil na mapa, alcançou fama e popularidade em lugares que antes os brasileiros não conseguiam entrar com o papel principal. Foi muito criticada ao voltar para o Brasil depois de uma longa estada nos EUA, disseram que voltou americanizada... Ficava muito triste ao ouvir esse tipo de coisa, pois dizia que nada mudaria o que ela sentia pelo Brasil, pelo samba e pelo Rio de Janeiro.

Infelizmente teve um fim muito triste, dopada de drogas para dormir e acordar, morreu sozinha em sua casa, longe do Brasil e de tudo que amava.

Independente destas questões delicadas vale muito a pena conhecer mais sobre Carmen Miranda, sua história e sua música. Recomendo o site listado no final, a edição especial da revista Mag e o livro, a biografia mais completa e conceituada sobre a Pequena Notável. Simplesmente apaixonante!

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Bibliografia e Webgrafia

Castro, Ruy – ‘Carmen-Uma biografia’ – Companhia das Letras

Carmen Pop-Revista FFW Mag,nº12-2009

http://www.carmenmiranda.com.br/